sexta-feira, setembro 12, 2008

Setembro de 1973 no Chile, hoje em "Portugal" (Bolívia)











Ontem foi dia 11 de Setembro, data histórica que os media ao serviço do capital teimam em destacar somente a morte de civis em Nova York, mas do 11 de Setembro do Chile e dos milhares de mortos, torturados e desaparecidos do regime chileno nem uma palavra e com essa infeliz coincidência de nesta altura estarmos a assistir uma vez mais à ingerência do governo dos Estados Unidos em países da América Latina, como são os casos da Bolívia, Venezuela ou Paraguai.

Desta vez falemos sobre a Bolívia e para tornar as coisas mais simples, imaginemos somente uma mudança geográfica que em vez de ser na Bolívia seria em Portugal:
Em Portugal (Bolívia) existem muitos recursos naturais mas estão somente concentrados em algumas regiões que são as mais ricas, o resto do país é extremamente pobre, por exemplo Gondomar (Cochabamba), Felgueiras (Tarija) e Porto (Santa Cruz) seriam as zonas muito ricas em recursos naturais e o restante do nosso país extremamente pobre.

Entretanto Portugal (Bolívia) foi a eleições e elegeu um governo progressista e que iria cumprir o seu programa eleitoral e uma dessas promessas era precisamente uma mais justa redistribuição dos rendimentos provenientes da exploração dos recursos naturais de Gondomar (Cochabamba), Felgueiras (Tarija) e Porto (Santa Cruz) por todas as regiões do nosso país, isto já depois de o governo ter cumprido outro compromisso eleitoral, fez com que as grandes empresas multinacionais passassem a pagar mais pelos recursos naturais existentes no nosso país, ou melhor, não passaram a pagar mais pelos recursos naturais, passaram a lucrar menos. Esta situação como seria de esperar não agradou à minoria que explora há décadas a riqueza de Portugal (Bolívia) e então começaram a organizar manifestações contra o governo e ameaçando exigir a independência das regiões ricas em recursos naturais, devidamente apoiados pelo governo amigo dos Estados Unidos e com uma extrema violência, para todos os que se opõem às suas pretensões, tentando forçar ao máximo um clima de guerra civil, de modo a conseguir os seus intentos.

O chefe do governo (Evo Morales) para evitar a violência para o seu povo, principalmente para os mais desfavorecidos que são sempre os mais prejudicados em climas de violência e guerra civil, convocou um referendo e afirmou que caso nesse referendo tivesse uma votação inferior à que havia obtido para a condução dos destinos de Portugal (Bolívia) se demitia de imediato, sendo assim Portugal (Bolívia) foi a referendo, a votação no país não deixou margem para dúvidas, o referendo deu uma votação bem superior aquela que havia sido obtida há somente dois anos atrás, vencendo em mais de 90% das províncias existentes no país, obtendo cerca de 70% dos votos a nível nacional, uma vitoria inequívoca demonstrando claramente a vontade do povo português (boliviano), mesmo em algumas das regiões ricas em recursos naturais o chefe de governo viu legitimada a sua politica, mas nem assim os senhores que se governam nas regiões mais ricas de Portugal (Bolívia) conseguiram reconhecer a vontade da esmagadora maioria do povo boliviano e sendo assim os racistas, fascistas e golpistas que dominam as regiões ricas de Portugal (Bolívia) tentam agora boicotar a economia do país, instigar a violência, que já resultou na morte de quase uma dezena de civis e em ferimentos em largas dezenas de outros, deixando o país à beira de uma guerra civil.

Tal como no Chile há algumas dezenas de anos atrás novamente o governo americano está por detrás deste terrorismo provocado pelos oligarcas de meia dúzia de regiões, de modo a tirarem do poder, um governo que mexeu com os interesses dos poderosos em favor dos mais desfavorecidos, como é óbvio isto não é dito pela imprensa e a julgar pelo que vejo na comunicação social até parece que é o governo boliviano que tem provocado a violência, a história essa é bem diferente e pelos acontecimentos mais recentes parece alastrar rapidamente para mais alguns países da região, pois como ontem aqui dizíamos de uma forma breve, a riqueza mundial (90%), tem que se manter na mão de uma ínfima minoria (20%) e quando alguém ousa contrariar a ordem ditada pelos senhores do capital, as consequências são as do costume, a barbárie, a repressão e a violência brutal contra os mais desfavorecidos, esta é a realidade que nos tentam esconder.

2 Comments:

Blogger Daniel Geraldes said...

Eu se fosse dono de uma casa e aparece-se aqui um dirigente comunista a dizer que a casa era dele e que era para ser distribuida pelos outros, provavelmente tambem me revoltava, mas isso sou eu.

E sinceramente, nunca vi nenhuma gestão comunista redistribuir equitativamente a riqueza,normalmente o que a gestão comunista faz é criar oligarquias que gerem a riqueza que eles insistem em dizer que é de todos,e sinceramente quando se dá o exemplo da America Latina para exarcebar o comunismo, digo mil vezes que prefiro Portugal desorganizado e com os problemas que obviamente temos, do que a America Latina na sua percepção da justa distribuição de riqueza e com os seus lideres.

6:04 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

É precisamente isso que está a suceder na Bolívia, Evo Morales que desconhecia até hoje que seja comunista, está a retirar as casas de cada um, está a comer criancinhas ao pequeno-almoço e a matar velhinhos com uma injecção atrás da orelha antes do jantar.

Precisamente a América Latina e neste caso a Bolívia são bem o exemplo que nações com riquezas naturais consideráveis e que ao longo de décadas têm sido exploradas por oligarcas em nome do liberalismo e do capitalismo, deixando a grande maioria da população numa extrema miséria e quando alguém ousa tentar uma maior justiça social, a resposta é a violência por lá, por cá é mais a desinformação como parece ser o seu caso.

aldeia pp

10:36 da manhã  

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