sexta-feira, maio 30, 2008

Está mais próximo


Ontem li na imprensa as declarações de Carlos Humberto de que a travessia que ligará a Aldeia de Paio Pires (Concelho do Seixal) ao Concelho do Barreiro entrará em discussão pública em breve, fico satisfeito se isto se confirmar e demonstra como a capacidade de iniciativa e planeamento do poder local na margem sul que conseguiu antecipar soluções que agora se revelam fundamentais para os projectos que estão em curso na região, como reconheceu a equipa responsável pelo projecto de Alta Velocidade.

4 Comments:

Blogger Daniel Geraldes said...

É de uma antecipação fantastica....há 30 anos que já se poderia ter feito essa ligação, mas só agora é que o poder local se antecipou...a isto de certeza que se chama de visão estrategica.

10:08 da manhã  
Anonymous aldeia pp said...

“....há 30 anos que já se poderia ter feito essa ligação” e porque não o fizeram já que tiveram capacidade para destruir que tivessem tido alguma vontade para construir, mas desconfio que isso é um desabafo de quem nada tem para dizer.

Algumas informações que te poderão ser úteis no futuro, até já existiu uma ponte ferroviária que ligava a Aldeia de Paio Pires ao Barreiro, mas em 1969 se não estou em erro o navio Alger embateu na ponte danificando-a irremediavelmente, e há trinta anos ainda havia esperança que o aparelho produtivo português fosse uma alavanca essencial para o nosso desenvolvimento, mas essa não foi a opção dos diversos governos que dirigiram os destinos da nossa nação, muitos deles do PSD, os outros do PS e foi precisamente um governo do PSD que cometeu alguns crimes que culminaram com a destruição (privatização) da Siderurgia Nacional e que nada fizeram para recuperar a zona em questão, nem sequer a resolução do passivo ambiental assumida como compromisso aquando da privatização, pelo senhor primeiro-ministro de então, hoje Presidente o senhor Cavaco Silva.

PSD e PS foram céleres na destruição da Siderurgia, mas não tiveram mais nenhuma iniciativa para recuperarem a zona em questão e teve que ser o poder local a tomar a iniciativa política para a resolução dos problemas existentes.

aldeia pp

12:11 da tarde  
Blogger Daniel Geraldes said...

Aldeia PP,

nem tanto ao mar nem tanto á terra, se vamos de falar de passivo ambiental então claramente a CM Seixal ganha em todas as frentes a qualquer governo que tenha responsabilidades, basta ver o betão que prolifera no Concelho, e isso de nada tem de preservação do ambiente e vamos lá a ver como vai acabar a questão da Verdizela.

E esta antecipação que fala do Poder Local pouco ou nada tem a ver com os interesses do PCP para o Concelho, há já varios anos que este executivo é apenas e tão só um executivo em gestão, tirando a questão do hospital do Seixal, onde houve uma grande mobilização, pouco ou nada este executivo tem feito para melhorar a vida dos cidadãos, e existe uma inverdade que o senhor comete na questão da ponte que nos vai ligar ao Barreiro, é que esta ponte vai ser apenas e tão só obra do governo, tal como foi o Metro Sul do Tejo, o que a CM Seixal esta a fazer é apenas um aproveitamento de uma obra que nem sequer é sua em pelo menos 50% dos seus custos.

E volto a reforçar a ideia se só passados 30 anos é que se deram conta do estrago que esse tal barco provocou, então é mesmo de uma visão estrategica formidavel.

3:10 da tarde  
Anonymous aldeia pp said...

O betão que prolífera pelo Concelho tem em última analise uma resposta positiva ou negativa do governo, pois a aprovação do PDM ou de Planos de Pormenor que alterem o mesmo carece de aprovação do governo, tal como na questão da Verdizela.

Quanto á ponte, assim como a resolução do passivo ambiental é obvio que tem que ser um investimento do governo, mas como reconheceu a equipa responsável pelo projecto de Alta Velocidade o bom trabalho desenvolvido pelas autarquias da margem sul no que diz respeito às acessibilidades projectadas para a região permite que se aproveite o bom trabalho feito pelas mesmas.

Quem não deu pelo estrago e se limitou a delapidar o património de todos nós, sabemos quem foi e apesar de terem á disposição os meios suficientes para a resolução dos problemas, mas preferiram as negociatas e a colocação em bons lugares, neste processo de destruição da Siderurgia Nacional na Aldeia de Paio Pires houve um lugar a que escaparam, mas como sabemos por este crime que destrui o nosso aparelho produtivo e milhares de famílias ninguém respondeu.

4:20 da tarde  

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